Sukot

Sukot está chegando!!! Ela é uma das 3 festas chamadas em hebraico de "Regalim", ou festas de peregrinação. Entre Pêssach, e Shavuot, Sukot é a mais festiva das 3, e é realizada 5 dias após o "Yom Kippur" (o dia da Expiação).


Segundo o Calendário da Torá, no sétimo mês são realizadas 3 celebrações ao ETERNO.

No primeiro dia, além de ser renovação do mês, é a passagem para uma nova estação (tekufá), a estação do Outono. Nesse primeiro dia é celebrada uma festa ao ETERNO chamada de "Yom Teruá". Ela é mais conhecida como a Festa das trombetas, ou Dia do Toque do Shofar, contudo, "teruá" significa literalmente "alarido", "grande barulho", etc. Esse "grande barulho" pode ser provocado por várias espécies de instrumentos, ou mesmo por vozes, como podemos verificar a aplicação dessa palavra no hebraico em todo texto bíblico.

A confusão feita entre "Teruá" e o som da Trombeta (Shofar em hebraico), pode ter surgido pelo fato de que a cada princípio de mês o ETERNO tenha exigido o toque de trombetas (Shof'rot). Mas Teruá e o toque do Shofar são coisas distintas.

No dia 10 deste mesmo mês temos um Memorial. É quando fazemos um jejum nacional pedindo ao ETERNO que não leve em conta as nossas faltas e perdoe o nosso pecado contra o próximo e contra Ele mesmo.

Nessa época eram feitas no Templo, as expiações dos pecados de toda Nação.

Depois de perdoados os pecados, no dia 15, celebramos uma nova Festa ao ETERNO. Essa festa durará por 8 dias, do dia 15 ao 22. Ela é tanto um Memorial, de quando nossos antepassados habitaram em tendas no deserto, quanto uma esperança de que em breve e o ETERNO possa cumprir o que nos prometeu: "Porei o meu Tabernáculo entre vós... e ...habitarei convosco".

Há cerca de 2000 anos essa esperança foi reforçada e pudemos sentir uma faísca dessa promessa, através da vida de Rabêinu Yehoshua! Apenas a nível de conhecimento, Rabi Yehoshua de Natzrat nasceu em Sukot e foi circuncidado no último dia da festa. E por isso seus discípulos transmitiram um ensinamento em formato de Midrash que diz:

"E o verbo se fez carne e habitou entre nós"

Em outras palavras, a Palavra divina, ou o decreto inicial, que foi planejado desde antes da criação se concretizou através da vida de Rabi Yehoshua que "habitou", ou "armou sua tenda" entre nós.

A semelhança do Tabernáculo de Moshe no deserto, que foi uma morada passageira e durou muito menos que o Tabernáculo seguinte, o de David, a vida de Yehoshua também foi curta e seu tabernáculo desfeito. Assim, os dois primeiros tabernáculos, foram passageiros, pois tabernáculos ou tendas são moradas passageiras. O mesmo não pode ser dito com relação ao Templo (Bait/casa), pois uma casa é uma morada permanente.

Portanto, aguardamos o retorno de Rabeinu HaMashiach para estabelecer, ou reerguer o "Tabernáculo caído de David", que terá uma duração muito maior (1000 anos) do que a primeira Tenda (30 anos), e será o prelúdio para uma era eterna de paz e justiça universais, onde o Tabernáculo de HaShem (a Morada divina) literalmente estará entre nós.

Chag Samêach!!!
David Shem Tov (Vitor Labeta)

Comentários

Anônimo disse…
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